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terça-feira, 19 de outubro de 2010

O QUE RESTOU

                                                                                     
O QUE RESTOU



Guardarei a poesia, num lugar secreto
Cantinho escondido, aqui no meu peito.
No silêncio deslumbrante,guardarei!
Depois de rasgar o verso mais perfeito.

Guardarei o brilho branco do diamante
Nas lembranças e momentos de encantos.
Desmanchando a dureza do semblante,
E a ilusão desse amor tão desmedido.

Em meu baú de memórias,  sob os escombros
Afogado em pó, renasce uma história,
Que repousava em sono profundo,
Esquecido no coração.

Pra que despertá-la,  traze-la a tona,
Expor na vitrine, algo que já nem combina.
Do muito que foi e tão pouco restou-me.
Ou talvez só reste o eco da solidão.